Vale a pena ver de novo
Começo esse post já pedindo desculpas, pois abaixo está um texto meu já publicado, sei que devemos sempre tentar o novo, mas o tempo foi um lutador insensível e teve vitória essa semana. Mas justifico esse post, acreditando que ele seja o mais bonito escrito até hoje por mim.
Hoje quero falar de coisas alegres, quero descrever aquela sensação que sentimos de alegria do nada, quando somos tomados por uma euforia sem explicação lógica. Quero falar da sensação que sentimos indo á praia pela primeira vez (vocês ainda lembram?). Hoje quero tentar reviver a sensação do telefonema tão aguardado depois de conhecer a garota que você pensa ser a da sua vida. Hoje me nego a falar e escrever sobre o suicídio e sobre a morte. Hoje quero fazer parte do povo onde me contento com tão pouco, onde sou feliz se o meu time ganhar, sou feliz se ela me ligar, sou feliz em todo o lugar. Hoje não quero buscar respostas a perguntas que não existiram antes da Filosofia. Hoje quero sentir o sabor dos labios no beijo da menina, de rever o meu amigo de tantos contos juntos e que a tempos não o vejo. Hoje quero ser voto vencido para que a minha opinião não valha nada. Hoje quero ser o rosto na multidão e não o centro da atenções* Hoje quer me emocionar assistindo a um filme de comédia romántica. Hoje não quero dormir cedo para poder me atrasar amanhã, quero gozar da Noite, á única testemunha dos meus feitos e das minhas tolices. Hoje quero conversar com a Lua, perguntar a ela o que não encontro nos livros e nem na televisão. Hoje quero sentir orgulho do meu corpo, do meu cabelo, da minha conta, da minha família e de existir. Hoje quero acreditar em Deus e achar que podemos se entregar nas mãos dele quando estiver em difilculdades e que ele nos carregará. Hoje quero evitar xingar, mal dizer, amaldiçoar, hoje quero pensar no final da novela das oito. Quero agradecer por Nitzche, Schopenhauer, Cioran, Baudelaire e outros não serem os meus vizinhos. Hoje quero ser fútil, me satisfazer com a etiqueta da minha calça, com a beleza dos meus olhos e com tudo mais que não faz sentido. Hoje quero trocar O Abagnano* por um romance bem piegas. Quero acreditar em finais felizes e pensar que se não forem felizes é por quê ainda não chegaram ao fim. Hoje eu simplesmente quero existir sem pensar no por quê.
1º - * Maria Bethania
2º - * Dicionário Filosófico
Márcio Gomes Roberto
Escrito por Editores às 19h16
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Algumas notas breves e rasas sobre o amor.
Sartre afirma que o inferno são os outros. Ferreira Gullar, ateu como Sartre, diz que a única forma de nos realizarmos é através do outro, ou seja, ele entende que o único sentido existencial possível se realiza no outro.
Se Gullar tiver razão, então, é no amor que o homem se realiza, porque é no amor que ocorre a mais íntima e profunda troca com o outro.
No "Banquete", Platão define o amor(Eros) como falta, busca de algo que não se tem, então o ser que ama é incompleto e busca...
Roland Barthes observa que o amor tornou-se mais obsceno que o sexo.
A paixão(Eros) é tão arrebatadora quanto efêmera.
Como difine um grande conhecedor na arte do amor, meu professor e padre Basílio, Eros é o amor de ponta de nervo e epiderme. Eu amo as mulheres e esta mulher aqui ao meu lado. Amo este disco e amo essa pura abstração que é Deus.
Tem gente que defende um amor(philia), mais maduro. Outros um amor ao próximo(agapè).
Espinosa diz que amar é poder desfrutar de algo ou alguém. É portanto também poder sofrer, já que prazer e a alegria dependem , por definição, de um objeto exterior.
Penso que o amor é egoísta. Toda relação amorosa, pelo menos em seu início, é a quatro. É o que ama; é o seu próprio ideal projetado no outro; é o ser amado; e o seu próprio ideal projetado no outro. A medida que o tempo passa e a intimidade aumenta, esse ideal se aproxima cada vez mais da realidade, então, ou o relacionamento acaba, ou se modifica. O relacionamento amoroso é, portanto, narcísico.
Por fim como dizia o poeta, "amar se aprende amando". Então o amor também se aprende?
"Poder amar é privilégio da juventude, mas saber amar é privilégio da idade madura", de Ives Vaet.*
*Anexo enviado por Tereza do http://rioparissemescalas.zip.net.
Thiago Rodrigues
Escrito por Editores às 10h19
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Quando trocamos pessoas por livros.
Conheço pessoas que se tornaram as maiores referências em filosofia e outras ciências sociais, porém vejo em algumas delas a falta de paciência com outras ou então algumas delas estão em um pedestal tão alto que não conseguem se relacionar com outras pessoas, pois não conseguem achar alguêm com o seu nível de abstração.
Aí a dificuldade dessas pessoas se relacionarem, Será que alguêm que lê Crítica a Razão Pura em mais de três linguas conseguiria se relacionar com quel lê a Contigo?
Cada vez mais essas pessoas vão preferindo os livros do que os seres humanos.
O que me deixa ainda mais confuso sobre elas é que a maioria tem a obra completa de Freud na sua vasta biblioteca, todas tem conhecimento profundo de psicologia ou pelo menos psicanálise, ou seja, elas sabem o que está acontecendo e mesmo assim preferem os livros, o teatro, o cinema Iraniano, a exposição e tudo mais o que possam fazer sozinhas e não precisem suportar outros. Será que somente elas se bastam?
Temos que tomar cuidado em não elitizar os néopensadores e com isso distánciar ainda mais a grande massa do “mundo das idéias” como fez Platão de certa forma.
Ousando colocar a minha opinião nesse blog (deixando claro que ela não reflete a opinião dos demais editores e nem é imutável, também não quero desmerecer nenhuma obra, nem mesmo as citadas) acredito que as pessoas ainda valem mais do que qualquer obra ou fragmento do Sec. V a.c. Pois eles não retribuem carinho, o que ainda é fundamental para a raça humana.
* Obra de Kant
** Revista do Grande público
Márcio Gomes Roberto
Escrito por Editores às 17h48
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APERTA O BOTÃO!
“-Aperta o botão!
-Não! Quem você pensa que é?
-Vai sua vaca, aperta o botão!
-Seu neurótico! Você precisa de um psiquiatra! Jung! Freud!
-Olha que eu vou te dar um tapa!
-tenta!
Alguns momentos depois:
-Não fiz isso por mim. Ele faz isso com a mulher, com a filha, mas aqui não! É como o 11 de setembro, vocês vêem e acham que não são afetados. Fiz isso por vocês, mulheres!”
Este diálogo ocorreu ontem dentro de um ônibus, talvez mais uma querela causada pela neurose urbana, porém acredito que a causa seja um pouco mais significativa. Penso que as brigas ideológicas encontram-se no cotidiano, como num ônibus, por exemplo. Questões psicológicas, existenciais e ideológicas foram levantas nessa “simples” discussão.
Pode-se dizer que ouve uma desavença entre um “machista” que tem a necessidade de reafirmar, com uma garota que não estava num dia bom ou que apenas teve um “surto de desabafo”, projetando seus complexos em cima de um “grosseirão”.
Pode-se descrever sobre as questões de gênero (masculino e feminino). Numa sociedade com resquícios de um certo machismo como a nossa, coloca-se em jogo o inconsciente coletivo numa briga de “homem versus mulher”, penso que o que estava em jogo era muito mais do que um simples botão, mas sim a questão de gênero.
Acredito que a grande questão do diálogo pode ser o engajamento, questões sobre nossa influência e nossa “participação” nos acontecimentos globais. O ocorrido em onze de setembro, a questão do machismo, a letargia social, etc.
Retomando a Escola de Frankfurt, acredito que o foco deve ser o cotidiano, pois é lá que deve se observar as querelas ideológicas.
Abraços.
BRUNO
Escrito por Editores às 17h23
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Impressões sobre os primeiros contatos com um texto filosófico.
Não acredito que a leitura de um texto filosófico, de uma maneira geral, seja mais difícil, ou superior a leitura de um texto ficcional (ver texto do dia 10-07-2006). No entanto penso que defrontar-se com uma obra filosófica requer certos conhecimentos prévios, isso pode parecer um pouco arrogante para alguns, mas, ninguém se propõe a ler um tratado de trigonometria, sem antes ter algum conhecimento de matemática. Como na matemática a filosofia tem uma sintaxe própria e um devir filosófico que não pode ser ignorado. É nessa perspectiva que compreendo a necessidade de se trabalhar com os termos em sua língua de origem. Como coloca Deleuze, acredito que, de certo modo, o filósofo é um criador de conceitos, mesmo que o conceito esteja inserido dentro da tradição filosófica, cabe ao filósofo criar resignificações para ele. O que pode parecer um empecilho nesse primeiro contato com a filosofia, será essencial para uma correta compreensão de textos filosóficos no futuro.
Thiago Rodrigues
Escrito por Editores às 22h48
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O SER HUMANO É UM BICHO GLOBAL
Uma das boas coisas da vida é a diversidade dos aspectos culturais de determinadas culturas, não sou um profundo conhecedor de grupos sociais, mas gosto de observar e refletir sobre as que me estão próximas.
Posso dizer que em São Paulo os “estranhos” não se cumprimentam, aliás, em minha visão de usuário do transporte público, é o medo que rege o clima matinal da cidade, a população assiste ao jornal maquiado da TV e depois se esconde atrás do mundo fantástico das novelas, ao amanhecer as pessoas saem de suas prisões de concreto e dirigem-se aos pontos de ônibus segurando suas bolsas e mochilas, que estão tão empertigadas quanto as usuárias e usuários.
Em contraste a esse mundo fantástico, posso citar a cultura de uma cidadezinha na qual tive o prazer de debruçar-me por algum tempo, nesse grupo social as pessoas dormem com as portas destrancadas, pois todos os vizinhos se conhecem (talvez cada habitante se conheça), a mente das pessoas degusta os programas de TV em doses reduzidas, pois existem coisas que de tão simples, tornam-se belas e alvos de reflexões, nessa cidade há o medo, porém na maioria das vezes de forasteiros, não entre os cidadãos.
Em suma, em minha última viagem vi uma cultura começando a ser infectada com uma coisa que chamam de “globalização”, vi coisas horríveis, como ácido negro no lugar de laranjadas e fast food no lugar de casa de amigos e parentes, vi pessoas grudadas de fronte à caixas plásticas tendo orgasmos pelo libido dos galãs e mocinhas das novelas, na cidade observei minha pasárgada sendo padronizada em pequenas doses...
Abraço pro cês.
BRUNO
Escrito por Editores às 23h23
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Pra não dizer que não falei da liberdade...
Podemos dizer que a liberdade para nós “Homens” é o poder de escolha mediante as opções oferecidas pela sociedade, cultura e outros.
Essa é a que alguns chamam de liberdade existencial, pois sobre a liberdade essencial nós não temos nenhum controle, logo não desfrutamos dessa liberdade.
Podemos dizer que a vontade também nos trás liberdade de poder escolher algo que nos complete, que satisfaça o nosso impulso.
Podemos dizer também que a cada escolha que fazemos utilizando nossa “liberdade existencial” trás consequências, ou se preferir, contingências. Sobre essas temos total responsabilidade.
Então chego a pergunta que tem me tomado tempo e me proporcionado uma angustia invejável:
O que caracteriza a vontade de Deus? Deus tem vontade? A vontade de Deus não é propriamente o Ato? Deus pode não fazer? Tem tem escolha sobre o que faz? Deus é responsável pela contingência, já que essa é consequências do seu ato?
Me utilizando da palavra revelada, temos algumas passagens onde supõe que Deus fez escolhas erradas e se arrependeu depois, como o dilúvio
Temos na Filosodia cristã, ou pra quem quiser, na Idade Média, alguns pensadores que tentam responder a essas perguntas como Duns Scott, Sto Agostinho, São Tomás de Aquino entre outros, porém as vezes eles se opõem as suas próprias teorias.
Com isso a idade média desenvolveu um grande interesse, mesmo sendo rotulada como a idade das trevas, ela foi cenário de grandes pensamentos e apologias que deram razão a algo impensado antes, a própria Fé.
Márcio Gomes Roberto
Escrito por Editores às 06h05
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NÃO VOU ME ALONGAR muito, duas palavras: Impotência e liberdade.
"À DERIVA NO RIO DA EXISTÊNCIA
abandonar tudo. conhecer praias. amores novos
poesia em cascatas floridas com aranhas
azuladas nas samambaias.
todo trabalhador é escravo. toda autoridade
é cômica. fazer da anarquia um
método & modo de vida. estradas.
bocas perfumadas. cervejas tomadas
nos acampamentos. Sonhar alto."
Roberto Piva.
BRUNO
Escrito por Editores às 00h29
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Sobre a liberdade mais um vez...
Entre os gregos usava-se o termo livre (eleuteros) para designar aquele que não era escravo. Livre é aquele que age por si, que é capaz de decidir e autodeterminar-se, no entanto, já aqui se encontra a noção de responsabilidade para consigo e também para com o outro.
Desde os primórdios a idéia de liberdade está estritamente relacionada com aquilo que a restringe.
Ao pensar naquilo que limita nossa liberdade, para os gregos, a primeira idéia que aparece é a do destino. A figura do destino é tão forte que, para muitos pelo menos, ter liberdade em face ao destino não seria motivo de grande orgulho, pois, nesse sentido, ser livre significa não ter importância na trama do universo.
Um bom exemplo para ilustrar essa concepção de destino é a figura das três moiras que seriam responsáveis por fiar, tecer e cortar o fio do destino, representando, assim, os desígnios divinos que regem a vida.
Aristóteles, em Ética à Nicômaco, expõe sua idéia de liberdade como sendo a autodeterminação, “ser causa de si”, que sem ser forçado ou constrangido por nada ou por ninguém, age movido espontaneamente por uma força interna própria.
Talvez provenha daqui, embrionariamente, a concepção sartreana de liberdade/responsabilidade.
Thiago Rodrigues
Escrito por Editores às 21h26
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Fernanda
Ele acorda dentro de um carro em movimento, não se lembre de como foi parar lá. Sente uma certa náusea, algo de dentro do carro tem o odor horrível, ele vê um caixão, tenta chamar pelo motorista, mas ele se faz de surdo, pensa participar de alguma pegadinha, olhando para cima a procura de uma câmera ele acha um pequeno fecho de luz, se esforça pela lateral e consegue uma visão externa, justo nesse momento o carro passava por umas velhinhas saindo da Igreja, notou que elas olhavam com espanto para o carro e com o olhar de desaprovação faziam o sinal da cruz. Não entendeu o motivo que levaram elas a fazerem isso, tentou se concentrar em como sair daquela situação, tentou lembrar de como poderia ter parado naquele lugar, se lembrou que a última vez que estava consciente. Ele estava com a Fernada, sua noiva, esperando o ônibus e derrepente ela caiu.
Derrepente tudo começou a fazer sentido, ele estava acompanhando o caixão da Fernanda e deve ter pegado no sono. Começou a chorar como quem tem 15 anos, se viu perdido no mundo. O carro diminui a velocidade, ele olha pela brecha do carro (já sabendo que se tratava de um carro funerário) e vê o muro alto do cemitério. Tenta enxugar as lágrimas e nota que elas não secam, o que ele acha estranho é que não sem lembra do que aconteceu desde a morte da Fernanda até aquele momento. Fica com remorço de não ter dito o quanto a amava, o quanto ela era importante na vida dele e que se pudesse daria a sua vida pra que a dela fosse polpada. Enquanto estava tendo esses pensamentos as duas portas frontais do carro são abertas, o sol toma conta do interior do carro. As pessoas pegam o caixão e nem notam a sua presença, quando ele desce o degrau do carro nota a pessoa de óculos escuro esperando na porta do velório com a perna enfaixada, é ela, é a Fernanda. Se ela estava fora, quem estava dentro do caixão? E pensando nisso ele viu o seu nome na coroa de flores esperando pelo caixão. Então sentiu uma felicidade que nunca havia experimentado antes, estava livre e a sua FErnanda salva. A morte é a salvação pensou antes de ouvir a ultima pá de terra batendo na terra acima dele.
Marcio Gomes Roberto
Escrito por Editores às 19h14
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Leve especulação sobre a liberdade
Para além da liberdade do enfrentamento, existe, também, a exigência interior da invenção da própria existência, ou seja, a necessidade que temos de tomar as rédeas sobre nossa vida. Penso que somos livres para escolher dentre todas as alternativas, evidentemente estamos sujeitos a limitações e contingências, no entanto, é justamente essas limitações que tornam a liberdade possível. Escolher implica ser responsável por nossas escolhas, e negar essa responsabilidade é mentir para si mesmo.
Acredito que é preciso resgatar essa noção de responsabilidade, e fazer com que ela ganhe peso sobre todas as nossas escolhas, entendida dessa maneira a liberdade contrapõem-se à noção tão comum que se tem da liberdade , onde ela seria uma espécie de transgressão das normas de comportamento, daí a angústia para quem assume a responsabilidade por seu "projeto de vida" e o medo que as pessoas sentem de se voltarem para si mesmos e pesaram suas vidas.
Se somos livres, se sobre nossas escolhas pesa o fardo da responsabilidade, e negar isso é enganar-se, a angústia tende a ser inevitável. Para ampliar um pouco essa angústia é preciso pensar que nossas escolhas implicam ao "outro", "escolher, é escolher a si próprio, e a toda humanidade".
Thiago Rodrigues
Escrito por Editores às 22h16
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Fuga, subversão ou moda?
Alguns políticos discursam e pregam a liberação de drogas(como a Marijuana por exemplo), talvez isso resolva o problema do tráfico, talvez reduza algumas mortes, será que resolveria o problema do vício? Será que o proibido é mais “gostoso”? Isso só a dialética histórica dirá.
Conheço pessoas que utilizam-se de certas substâncias para subverter(ou seria fugir?), algo que certamente os atormenta. Nesse ponto é interessante observar a excentricidade dos humanos, alguns se viciam, outros viram pais de família, alguns morrem e os mais doidos viram professores.
Tenho um amigo que utiliza-se de dozes “subversivas”(como diz ele) de substâncias alucinógenas, esse amigo começará a lecionar no ano que vem, ano que será passado para crianças inocentes uma considerável angústia perante um mundo indigesto, em que as pessoas necessitam de substâncias estranhas para se encarar no espelho.
Como será entrar chapado numa sala de aula, encontrar alunos de 12 anos cheirando lança perfume e ter de repreender os pupilos? O quão será o peso da responsabilidade de uma sala de aula? Onde fica a consciência?
Abraço...
BRUNO
Escrito por Editores às 20h45
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Ser Professor.
Conversando com amigos ao término da aula, discutíamos intensamente qual seria o futuro dos alunos educados por nós? Não tem como esconder a ansiedade que insiste em nos visitar sempre que falamos na palavra "professor".
Vindo para o trabalho não consegui parar de pensar em como seria dar aula para adolecentes nos atuais dias.
Será que não estou deixando o meu ego falar mais alto, será que estou pronto para falar sobre Heráclito com um garoto de 15 anos? Será que tenho essa competência? Será que serei respeitado? E se eles fizerem alguma pergunta que eu não saiba responder? E se eu pegar a turma mais desinteressada?
Preferi parar de pensar sobre o " E se" e no "Será".
Prefiro acreditar que o Educador seja igual a mulher gestante que sem o menor preparo aprende junto com a sua cria a explicar o mundo, prepará-lo para a sua vida sem se intrometer-se nas suas decisões,valores,credos e opiniões. Afinal de contas, hoje consigo entender aquele ditado "Ninguêm nasceu sabendo" e ouso completá-lo sugerindo que ninguêm vive sabendo e quando morre a única coisa que sabe é da sua limitação perante tanto conhecimento quase impossível de ser alcançado.
Voltando a questão dos nossos futuros vermelhaços na face, da nossa provável gagueira e do nosso já conhecido nervosismo exagerado.
No fundo o que interessa é a nossa vontade de saber e distribuir a Filosofia, a vontade que temos de discutir e sugerir a importáncia da Filosofia nos dias atuais.
Com todos esses pensamentos que supõe a nossa futura incompetência, com todos os falsos pensadores dentro do 6º andar, mesmo com palavras que nos desmotivam, ainda acredito que seremos bons professores, não queremos ser só meros professores, queremos ser voto de minerva, queremos que nossas reflexões sejam ouvidas, seremos eloquentes nos discursos, disciplinados nos estudos, e sempre seremos os que sabem a utilidade da ponte e nunca os que simplesmente as constrói. Sejamos os melhores.
Marcio Gomes Roberto
Escrito por Editores às 18h38
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