beliscandotartaruga: Reflexões e pensamentos sobre o cotidiano.


O amor não é sensível. (Parte I)

   

    Ao longo de todos os tempos a filosofia se preocupou em tentar explicar a realidade. Um dos maiores nomes da filosofia clássica explicou a "gnosiologia" (teoria do conhecimento) através das sensações, porem foi criticado por pensar que o conhecimento estava no objeto e não na alma, mas o caminho para se chegar ao conhecimento foi seguido por muitos séculos após, ou seja, em toda filosofia medieval e até certo ponto da filosofia moderna também se pensava que o conhecimento passava pelas sensações, mas, já se tinha a idéia e o juízo do conhecimento estar na alma racional, ou seja, no ser e não no objeto.

    Todos esses argumentos são plausíveis para conhecer o mundo exterior, porém como conhecemos o amor e a raiva através das sensações? Pois esses sentimentos não podem ser apreendidos pelos cinco sentidos exteriores e nem pelos sentidos inferiores como alguns acreditam que nós temos. 

    Descartes tentou explicar esses sentimentos subalternos à razão, pois tanto ele quanto outros pensadores mais "racionalistas" acreditam que tais sentimentos sejam prejudiciais a razão, ou seja, a felicidade.

    É claro que temos pensadores, como Sêneca, que pensam o contrário, mas, também não explicam como chegar ao conhecimento desses sentimentos.

Márcio Gomes Roberto



Escrito por Editores às 22h19
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    O que é família?
 
    Quando crescemos é embutido em nós um ideal de família, onde devemos projetar a nossa felicidade.
    Nossos pais nas aconselham a fazer um bom casamento e ter filhos tão cedo quanto for possível, pois ninguém gosta de mães e pais velhos.
    Por quê pensamos desta forma? Quem formou essa estrutura?
    Pesquisando sobre esse assunto, soube que essa família que conhecemos hoje começou a ser desenvolvida com a implantação da propriedade privada onde senhores donos de grandes quantidades de terras casavam-se e tinham filhos com a intenção de que sua herança sempre ficasse com sua família, e quando esses filhos crescem, casam-se com parentes próximos, assim suas terras permaneciam sempre com seus herdeiros.
    Com o avanço da história esse procedimento ganhou força e se tornou o ideal de família que temos hoje, ou seja, a invejada estrutura de família que vemos nas propagandas de margarina.
    Olhando a nossa volta percebemos que a realidade é bem diferente do ideal que temos e de certa forma nos frustramos quando nossas famílias não são iguais as que vemos na televisão.
    Nós vemos avós cuidando dos filhos dos seus filhos, vemos pais separados, casais homossexuais, mães solteiras, enfim, sonhamos com uma família e acabamos em outra.
    Para discutir esse problema devemos desconstruir esse frágil conceito de família que temos.
    Devemos tomar cuidado ao pensar que todo tipo de família que saia dessa estrutura seja desestruturada, talvez seja interessante perceber a sua própria estrutura.
    Claro que devemos tomar cuidado em não parar no outro extremo, o de viver sozinho e projetar a família no papagaio e na samambaia.
    Se um indivíduo quer casar e ter filhos, ótimo!
    O que não podemos é impor o nosso padrão, o nosso ideal para outras pessoas e achar que tudo que vai além disso seja ruim ou incompleto.
    Na resolução da ONU de 1994 foi dita a frase que talvez melhor resuma o texto.
    "Família é estar com quem se conta"

Marcio Gomes Roberto



Escrito por Editores às 17h29
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Madame

A comunicação entre as pessoas é uma coisa intrigante, os braços se levantam, o esquerdo se entrelaça com o direito, e ambos finalizam num movimento brusco fenomenal.

As substâncias dirigem-se para a atemporal pista de dança, e ao se encontrarem seguem o instinto de perpetuação da espécie. As massas se encontram produzindo diferentes sensações.

Alguns corpos caem, outros flanam e alguns flutuam na química consumida. Não importa a forma ou a intensidade, tudo se comunica. Há a reciprocidade. Há o outro.

Bruno.



Escrito por Editores às 19h36
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